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12ago2016

Vôlei, tênis, handebol: o ombro sofre!

Os jogos olímpicos continuam acontecendo na cidade maravilhosa e eu sigo torcendo pelos nossos bravos atletas! As meninas do vôlei de praia estão dando um show de eficiência em quadra! Depois de vencerem as tchecas no sábado, dia 6 de agosto, agora foi a vez de mostrar para a dupla argentina quem é que manda na areia!

Falando em vôlei de praia, acho importante mencionar um problema comum aos atletas do vôlei e também de outras modalidades que trabalham sobretudo os membros superiores, como o handebol, tênis, beisebol, futebol americano e pólo aquático. É o ombro do arremessador que ocasiona dor em algum momento do movimento do arremesso. Além disso, depois da prática, ainda relatam dor e fraqueza no braço, podendo apresentar uma subluxação, conhecido também como ombro solto.

Mas por que isso acontece? Durante o saque ou o arremesso, há um encurtamento da cápsula posterior do ombro, pela sobrecarga no final do movimento. Imagine o braço em alta velocidade: para frear o movimento, entram em cena os músculos que o sustentam. Se esses músculos não estiverem devidamente fortalecidos ou o movimento for rápido demais, há uma sobrecarga na cápsula posterior do ombro. Repetido excessivamente, esse estresse sobre a cápsula leva a um encurtamento e espessamento, como forma de aguentar a carga excessiva.

 

Atenção no movimento!

É preciso ficar atento a esse encurtamento. Se não for corrigido pode ocasionar a mudança do eixo de rotação do ombro, aumentando a rotação externa e diminuindo a interna. Repetir constantemente esse movimento pode gerar uma ruptura ou descolamento do labrum. Percebe-se bem essa rotação anormal nos jogadores de beisebol.

Porém, os jogadores de vôlei, que usam a cortada frequentemente são os que mais sofrem com essa dor e para examinar com mais precisão, recomendo fazer uma ressonância magnética. É a forma mais eficiente para poder avaliar a integridade do complexto cápsulo-labral, origem da cabeça longa do bíceps e o manguito. Em alguns casos, é necessária a utilização do contraste intra-articular (artro-ressonância magnética) para efetuar um diagnóstico de lesões menores.

Sempre que possível recomendo o tratamento conservador para corrigir esse problema e sanar a origem da dor. Mas para isso é fundamental melhorar a cadeia cinética dos membros inferiores e do tronco, corrigir a descinesia escapular com exercícios específicos para a escápula. Como prevenção é recomendada também a correção do gesto esportivo, para que o atleta faça a correta rotação do tronco, aliviando assim a demanda do ombro.

(tags: ombro do arremessador, dor nos ombros, ombros, lesão nos ombros)

  • 12 ago, 2016
  • Dr. Marcelo Acherboim
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  • dor nos ombros, lesão nos ombros, ombro do arremessador, ombros,

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